Em resumo: o exame A2 tem 30 perguntas, é presencial na ANAC e exige 75%. As três matérias são meteorologia, desempenho de voo do UAS e mitigações técnicas e operacionais do risco no solo. Estas 8 perguntas, originais, mostram o tipo de raciocínio que o exame pede: não é decorar, é aplicar.
Meteorologia
1. Um METAR indica vento "27015G25KT". O que significa?
- Vento de 270° com 15 nós, rajadas até 25 nós
- Vento de 27 km/h, temperatura 15 °C, visibilidade 25 km
- Vento de 15° com 27 nós, rajadas até 25 nós
- Vento variável entre 15 e 25 nós
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A. No METAR a direção vem em graus (três dígitos), seguida da velocidade em nós e, com "G", das rajadas. 15 nós são cerca de 28 km/h e 25 nós cerca de 46 km/h — muitos drones da classe C2 já estão perto do limite com rajadas destas.
2. Qual é o efeito mais provável de temperaturas próximas de 0 °C numa bateria de lítio de um drone?
- Aumenta a autonomia, porque a bateria aquece menos
- Reduz a capacidade disponível e pode provocar quedas súbitas de tensão
- Não tem efeito, porque a bateria é aquecida pelos motores
- Aumenta a potência dos motores
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B. O frio reduz a capacidade útil das baterias de lítio e aumenta a resistência interna: a autonomia cai e podem ocorrer quedas de tensão inesperadas. Pré-aquecer a bateria e planear voos mais curtos são mitigações corretas.
3. Ao fim da tarde, junto ao mar, o vento muda de direção e intensifica-se. O fenómeno mais provável é:
- Uma frente fria
- Turbulência de esteira
- A brisa marítima ou terrestre
- Um jato de baixo nível
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C. As brisas costeiras resultam do aquecimento diferente da terra e do mar ao longo do dia e invertem-se ao fim do dia. São previsíveis e devem entrar no planeamento de voos junto à costa.
Desempenho de voo do UAS
4. Com vento de frente na viagem de ida, o que deve o piloto esperar no regresso?
- Consumo igual, porque o vento se compensa
- Menor consumo no regresso, com vento de cauda
- Maior consumo no regresso
- Perda de sinal no regresso
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B. Com vento de frente na ida, o regresso é feito com vento de cauda e gasta menos. O erro perigoso é o inverso: ir com vento de cauda, gastar pouco, e não ter bateria para regressar contra o vento. Planeia sempre a ida contra o vento quando possível.
5. O fabricante indica uma autonomia de 30 minutos. Num voo real com vento moderado e temperatura baixa, o piloto deve contar com:
- Os mesmos 30 minutos
- Mais de 30 minutos, porque o ar frio é mais denso
- Uma autonomia claramente inferior, e definir uma reserva para o regresso
- Uma autonomia superior, se voar mais alto
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C. As autonomias anunciadas são medidas em condições ideais. Vento, frio, manobras e carga reduzem-nas. A boa prática é definir uma reserva (por exemplo, iniciar o regresso com 30% de bateria) e nunca planear até ao limite.
Mitigações do risco no solo
6. Na subcategoria A2, qual é a distância horizontal mínima a pessoas não envolvidas com o modo de baixa velocidade ativo?
- 30 m
- 15 m
- 5 m
- Não há distância mínima em modo de baixa velocidade
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C. A regra geral em A2 são 30 m; com o modo de baixa velocidade ativo (velocidade máxima de 3 m/s), a distância pode reduzir-se para 5 m. Em nenhum caso é permitido sobrevoar pessoas não envolvidas.
7. A "regra 1:1" na categoria Aberta significa que:
- Um piloto só pode operar um drone de cada vez
- A distância horizontal a pessoas não envolvidas nunca deve ser inferior à altura de voo
- O drone deve ter um observador por cada 100 m
- A bateria deve ter uma carga igual à do comando
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B. Se voas a 60 m de altura, mantém pelo menos 60 m de distância horizontal a pessoas não envolvidas: em caso de falha, a zona de impacto provável fica dentro dessa distância. É uma mitigação operacional simples e muito cobrada.
8. Durante uma operação A2 numa zona com pessoas, um grupo aproxima-se da área de voo. A ação correta é:
- Continuar, porque o drone é de classe C2
- Subir para 120 m e ganhar distância vertical
- Afastar o drone, reduzir a velocidade ou interromper o voo até restabelecer as distâncias
- Avisar as pessoas por altifalante e manter o voo
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C. As distâncias de segurança são horizontais e têm de ser mantidas durante todo o voo. Se a situação muda, a mitigação é operacional: afastar-se, ativar o modo de baixa velocidade, aterrar ou abortar. Subir não resolve o risco no solo.
Próximos passos
Se estas perguntas te pareceram fáceis, faz um simulado de 30 perguntas com tempo. Se não, o curso A2 da app tem os três temas separados — meteorologia, desempenho e mitigações — com explicação em cada pergunta. Vê também o guia completo do certificado A2.
Fontes
- Regulamento de Execução (UE) 2019/947, UAS.OPEN.030 — distâncias em A2, modo de baixa velocidade e as matérias do exame.
- Material de referência da EASA e da ANAC para a subcategoria A2 (meteorologia, desempenho e mitigações).